Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil

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SIMPÓSIO SOBRE PERDAS DE ABELHAS NO BRASIL – 2017

Diante do reconhecido declínio das abelhas em todo o mundo, diversos especialista do Brasil e de outros países irão se reunir em Teresina, PI, de 16-18/10 visando discutir as principais causas de perdas de enxames no território nacional, suas consequências, estratégias e direcionamentos de pesquisa para mitigar as perdas das colônias. Como subsídio a essas discussões, diversas palestras serão ministradas.

No painel “Principais causas de perda de colônias”, a Dra. Érica Weinstein Teixeira da APTA-SAA, SP, que vem contribuindo para formação de profissionais do Serviço Veterinário Oficial – SVO há mais de uma década, no que tange aos aspectos de Sanidade Apícola, abordará o tema “Pragas e doenças das abelhas no Brasil”, buscando elucidar as relações dessas perdas com as práticas agrícolas impróprias cada vez mais comuns na produção agrícola brasileira, em especial no que se refere ao uso de agrotóxicos.

Conforme explica Dra Érica, os polinizadores são essenciais para manutenção de sistemas agrícolas e naturais, os quais são interconectados, sendo, portanto, essenciais tanto para produção de alimentos, de fibras e de agroenergia, quanto para manutenção de biodiversidade natural. Atualmente, reconhece-se a importância desses pequenos seres (pássaros, morcegos e abelhas, além de outros insetos), até mesmo para manutenção de plantas das quais derivam muitos fármacos.

E que dentre os polinizadores, as abelhas representam o maior grupo, seja pela sua contribuição em termos de efetivo de “força de trabalho” (se referindo às espécies sociais, onde há divisão de trabalho, colônias populosas e manejáveis, com hábito de visitação generalista), seja pela especificidades das espécies de abelhas silvestres nativas sociais ou mesmo das solitárias.

Esse assunto é de extrema importância para a Produção Orgânica no Brasil, pois além de todas as contribuições das abelhas elucidadas, somos o maior exportador de mel orgânico do mundo.

O evento será transmitido pela página do You Tube da Embrapa.

Acesse www.embrapa.br e participe

 

Ana Maria de Andrade Mitidiero

CRMV-SC 2505

Representante do CRMV-SC na CPOrg/SC

 

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SIMPÓSIO: Cientistas preocupados com a perda de colônias de abelhas

Cientistas brasileiros e de diversos países estarão reunidos de 16 a 18 de outubro para discutir e propor alternativas para evitar a perda de colônias de abelhas. O encontro, promovido pela Embrapa, vai ocorrer em Teresina, Piauí, no “Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil ”.

Principais causas – Durante o evento serão discutidas as principais causas de perdas de enxames de abelhas no Brasil, suas consequências, estratégias e direcionamentos de pesquisa para reduzir as perdas das colônias e os efeitos causados com o declínio de polinizadores.

Temas – A importância das abelhas para a preservação da vida, iniciativas para conservação de polinizadores, a criação de corredores ecológicos e o uso de ferramentas computacionais para monitorar colmeias e identificar fatores que provocam a perda de colônias são alguns dos temas a serem tratados no simpósio.

Agricultura – Na área da agricultura, o impacto do uso de agrotóxicos, o monitoramento dos polinizadores em ambientes naturais e agrícolas e o efeito das culturas transgênicas para as abelhas também farão parte da programação.

Workshop – Além de painéis e palestras, no dia 19 de outubro a Embrapa irá realizar com seus pesquisadores um workshop para elaborar o mapa de resultados, plano de monitoramento e avaliação de impactos das pesquisas com abelhas da instituição.

O problema – As abelhas são responsáveis pela polinização de centenas de árvores frutíferas. Algumas espécies vegetais são tão dependentes desses insetos para se reproduzirem que a extinção das abelhas pode levar à extinção da planta. Como muitos animais se alimentam de frutos e utilizam as árvores para abrigar ninhos, com a redução da quantidade de abelhas há um impacto negativo em todo o meio ambiente, podendo haver uma extinção em massa de várias espécies animais.

Importância – “A conservação das abelhas é de extrema importância para a preservação ambiental e da biodiversidade, garantia de produção de alimento e geração de renda para apicultores”, explica a pesquisadora Fábia de Mello Pereira, líder de um projeto sobre conservação de recursos genéticos de insetos polinizadores.

Agente polinizador mais importante – Na produção agrícola, esses insetos são considerados o agente polinizador mais importante e eficiente, sendo responsáveis pela polinização de aproximadamente 73% das espécies cultivadas em todo o mundo. Além dos impactos ambientais, também a segurança e diversidade alimentar, a garantia da nutrição humana e preços dos alimentos são estritamente relacionados à atuação dos agentes polinizadores. A produção de mel, própolis, pólen apícola, geleia real, apitoxina e as próprias colônias de abelhas, representam importante fonte de renda, especialmente na agricultura familiar.

Fenômeno – O desaparecimento das abelhas preocupa especialistas, organizações governamentais e não governamentais em todo o mundo. Uma das causas dessa perda é o fenômeno da Desordem do Colapso das Colônias (DCC), ainda não registrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Brasil. “Os problemas relacionados à perda de enxames e mortalidade de colônias no país possuem como causa a seca, desmatamento e uso indiscriminado de agrotóxico”, esclarece a pesquisadora.

Relato inicial – Esse fenômeno foi inicialmente relatado em 2006 nos Estados Unidos, quando vários apicultores começaram a observar que colônias fortes estavam tendo uma redução grande na população de operárias sem que houvesse alguma causa específica. Esta redução na população, em geral, é atribuída à falta de alimento, perda de rainha, mortalidade causada por uso de agrotóxicos, doenças ou ataque de inimigos naturais, mas nenhum destes problemas foi observado pelos apicultores, o que deixou os pesquisadores intrigados.

Sintomas – Em 2007, também nos Estados Unidos, pesquisadores de instituições federais, universidades, representantes da indústria apícola e dos produtores identificaram um conjunto de sintomas que caracterizava a síndrome que ficou conhecida como Desordem do Colapso das Colônias.

Causa indefinida – A causa da DCC ainda não foi definida. Acredita-se que uma interação de fatores pode interferir no sistema imunológico das abelhas e causar o problema.  As infestações com o ácaro Varroa destructor e com o microsporídio Nosema ceranae estão relacionadas à síndrome, porém não são causas únicas. As abelhas são especialmente suscetíveis aos agrotóxicos e estudos demonstram que muitos agrotóxicos podem interagir com esses agentes patogênicos, potencializando os sintomas e levando à DDC. O estresse causado pelo transporte durante a migração e problemas nutricionais das colônias também são apontados como causas da Síndrome.

Abelhas no Brasil – Embora no Brasil não existam dados oficiais sobre a redução da população de abelhas, apicultores e pesquisadores têm observado nos últimos anos a perda desses insetos causada principalmente por desmatamento, uso indiscriminado de agrotóxicos e períodos prolongados de seca.

Trabalho – Várias instituições governamentais e não governamentais brasileiras estão trabalhando para conservar as abelhas. Além disso, várias pesquisas são realizadas com o objetivo de conhecer melhor a distribuição e biologia destes insetos, o que é fundamental para podermos protegê-los. A Embrapa tem também bancos de germoplasma em várias regiões do País onde são conservadas colônias de mais de 20 espécies de abelhas-sem-ferrão, apis melífera e abelhas solitárias.

Ações – Ações voltadas para conscientização sobre a importância das abelhas, resgate de enxames em risco e incentivo à criação em ambientes urbanos têm sido realizadas por diversas organizações não governamentais a exemplo da Bee or not to be e da SOS Abelhas Sem Ferrão.

Outras – Além destas ações, várias outras devem ser realizadas para proteger as abelhas. A principal delas, segundo Fábia Pereira, é a preservação ambiental. “O Brasil possui mais de 70 milhões de hectares de áreas de preservação federal, mas há também as áreas de preservação estadual, municipal e particulares. Contudo, muitas destas áreas estão isoladas e, com o tempo, os recursos genéticos existentes acabam se perdendo. A conexão destas áreas por meio de corredores ecológicos é imprescindível e vem sendo estimulada no país”, ressalta.

Práticas – O controle do uso de agrotóxicos e o estímulo à substituição destes por defensivos biológicos também podem contribuir para reverter essa situação. “Estimular a produção familiar e o consumo de produtos orgânicos também é importante”, acrescenta.

Educação – Mas, para a pesquisadora, entre tantas ações que podem ser realizadas, talvez a principal seja a educação. “Conscientizar a população da importância das abelhas e da preservação ambiental é fundamental, já que muitas ações podem ser realizadas em casa e exigem a mudança dos hábitos diários da população, como redução do lixo, uso racional da água, manter um jardim com plantas atrativas para polinizadores e até mesmo a manutenção de colmeias de abelhas-sem-ferrão em casa”, conclui. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Meio Norte)

Fonte: http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/114766-simposio-cientistas-preocupados-com-a-perda-de-colonias-de-abelhas

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Paraquat – Update on authorisation status in Brazil

According to Coceral report, Brazil will gradually ban paraquat in the next three years with transitional mitigation measures to be taken before a complete ban in 2020.

The decision adopted by Brazilian health surveillance agency ANVISA was published in the official journal on 22 September 2017
Paraquat will be non-authorised in Brazil from 22 September 2020, including the production, import, sale and use of paraquat and products containing it
Transitional mitigation measures include:
As of date of publication (22 September 2017): use as desiccant, aerial spraying, use in selected cultures (including beet, sorghum, cocoa)
As of 60 days after publication: Sales of products containing paraquat to be accompanied withterms on risk and liability to be signed by users, and with leaflets on acute toxicity of paraquat; training and guidance to be provided to users by products manufacturers
As of 180 days after publication: Restrictions on use to be labelled on the packaging of the products
The decision may be reviewed by ANVISA if new studies could demonstrate, by the final deadline, the absence of mutagenic potential and negligible exposure
Brazil decision comes in the context of the Round Table for Responsible Soy (RTRS) having reviewed andupdated its standard to version 3.1 on 1 June 2017.

The new version requests producers from countries where paraquat can be legally used to implement a programme of progressive reduction
Required Integrated Crop Management Plans for RTRS producers have to specify reduction targetsfor paraquat and phase it out no later than 2020
The use of paraquat for RTRS producers will be prohibited from 1 January 2021

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Certified Humane é a primeira a oferecer certificação de ovo caipira

Produtores de ovo caipira poderão ter o selo Certified Humane, desde que se adaptem às boas práticas de bem-estar animal.

O Instituto Certified Humane Brasil é a primeira instituição a certificar esse sistema de produção de ovo caipira, que passa a ser mais uma opção para os criadores de galinhas poedeiras, ao lado dos sistemas de criação free range e pastoreio, no qual as aves têm acesso a uma área externa, embora passem a maior parte do tempo num galpão, ao abrigo do clima adverso e dos predadores.

Essencialmente, todos estes três sistemas – além da criação de galinhas livres dentro de galpões – se opõem aos problemas existentes na chamada criação convencional. Um deles é a superpopulação, já que o número de aves pode ser superior a 25 por metro quadrado! Diferentemente do que ocorre no sistema de criação que pode obter o certificado de bem-estar animal, no método convencional as galinhas não têm acesso ao ambiente externo nem podem expressar seu comportamento natural – seja para abrir as asas, subir em poleiros, tomar banhos de areia ou realizar a postura em ninhos. Tudo isso resulta em estresse e desconforto para aves.

O sistema caipira de verdade tem regras bastante próximas das normas de bem-estar animal

A inclusão do sistema caipira de produção de ovos nas normas Certified Humane é uma exigência do mercado brasileiro. Procure por aí e você irá encontrar ovo caipira em grandes quantidades nos supermercados brasileiros. Não é de admirar que os produtores de ovos tenham adotado a expressão com entusiasmo: a palavra caipira, para muitos brasileiros, lembra um sitiozinho simpático no qual os animais são criados com cuidado, tranquilidade e atenção. Até bem pouco tempo atrás, porém, não existia uma definição detalhada que incluísse exigências específicas relacionadas ao controle sanitário, manejo geral, alimentação e água, substâncias proibidas, entre outros, da criação de galinhas pelo sistema caipira.

Recentemente, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deu um passo importante para acabar com a incerteza para os consumidores. A partir de um grupo de trabalho formado pela Associação Brasileira de Avicultura Alternativa (AVAL), juntamente com o Instituto MAPA, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, a Associação Brasileira de Proteína Animal, e outras entidades ligadas ao setor, a instituição publicou, no final do ano passado, um conjunto de normas que precisam ser seguidas pelos criadores que desejem usar essa qualificação. Muitas destas exigências são as mesmas já presentes no programa Certified Humane, como, por exemplo, a densidade máxima a ser respeitada dentro dos alojamentos ou a exigência de ninhos para a postura.

Na prática, os criadores que cumprirem as exigências do programa Certified Humane para galinhas poedeiras terão de atender apenas algumas exigências adicionais para fazer referência ao sistema caipira. Eis a seguir algumas características específicas deste sistema de criação com relação às exigências já feitas pelo programa Certified Humane.

Ambiente externo

Tanto no pastoreio quanto nos sistemas caipira e free range as aves precisam ter acesso ao ambiente externo. O tempo de permanência e o espaço mínimo necessário variam. No sistema de pastoreio, as galinhas passam boa parte do tempo ao ar livre, numa área externa que deve ser coberta por vegetação viva. O espaço mínimo é de um hectare para cada mil aves. Elas só ficam sem acesso ao exterior à noite, para proteção contra predadores. Quando criadas no sistema free range, as aves devem ter acesso diário a uma área externa por pelo menos 6 horas, sempre que o clima permitir. O espaço disponível no exterior deve ser de no mínimo 1 metro quadrado para cada cinco galinhas. O acesso das aves à uma área externa, no entanto, não é obrigatório pelo programa Certified Humane, caso os criadores preferirem manter as aves livres dentro dos alojamentos.

Na criação de ovo caipira, as aves devem ter acesso à área externa, chamada de piquete. Se as condições climáticas permitirem, elas devem ser soltas pela manhã e recolhidas ao final da tarde. A norma da ABNT determina que os piquetes deverão ter espaço equivalente a 1 metro quadrado para duas galinhas.

Galpões

Os galpões servem de abrigo para que as aves se protejam do mau tempo e tenham um es paço seguro para dormir sem serem ameaçadas por predadores. É nesses espaços que elas realizam as atividades de postura, em ninhos apropriados. Os galpões precisam ser dotados de todo o conforto necessário ao bem-estar das aves, mesmo aquelas que não têm acesso a uma área externa. As normas de bem-estar animal determinam que o piso seja coberto com materiais como maravalha, pó de pinus ou casca de arroz, apropriados para que as aves possam expressar seus comportamentos naturais, como tomar seus banhos de areia.

Em qualquer caso, o espaço mínimo disponível dentro do galpão é de 7 aves por metro quadrado, tanto para o sistema caipira de criação, quanto nas exigências do programa Certified Humane para alojamentos com piso único. O programa Certified Humane determina outras densidades mínimas para sistemas de várias plataformas ou pisos elevados tipo slat.

A norma da ABNT para a produção de ovos caipiras não mencionam a necessidade de instalar poleiros nos galpões, mas as regras de bem-estar animal exigem que, em qualquer caso, deve haver o equivalente a 15 centímetros de poleiros para cada ave nos galpões de postura. Por outro lado, a norma da ABNT traz especificações sobre a malha da tela instalada para impedir o acesso de aves silvestres aos galpões.

Alimentação

As normas de bem-estar animal prescrevem que as aves tenham acesso à água e à comida nutritiva, ambas em quantidade suficiente para suas necessidades. De maneira geral, as galinhas poedeiras certificadas pelo selo Certified Humane não podem ser alimentadas com ingredientes de origem animal. Para as aves criadas no sistema caipira, as normas da ABNT determinam uma restrição adicional: elas não podem comer ração em cuja composição haja corantes sintéticos ou óleo vegetal reciclado. As normas de bem-estar animal trazem também a exigência de um número mínimo de comedouros e bebedouros instalados nos galpões.

Manejo

De maneira geral, tanto a criação caipira quanto aquela definida pelo programa Certified Humane proíbem a utilização de antibióticos e outros medicamentos como forma de prevenir problemas. Essas substâncias só podem ser administradas às aves como forma de tratamento de doenças, com prescrição de um veterinário.

Outro ponto que costuma ser polêmico na avicultura é a debicagem, como é chamado o corte dos bicos das aves. Nas criações convencionais essa prática é corriqueira. Em aviários superpovoados, é comum que as galinhas se estressem e se agridam – o corte nos bicos é uma tentativa de diminuir os ferimentos. Embora as normas da ABNT não tratem do assunto, as normas para a obtenção do selo de bem-estar animal Certified Humane proíbem a debicagem – a única medida permitida é o aparo de bico, desde que realizado antes dos 10 dias de idade.

Passo importante

Para a diretora técnico-científica da Associação ​Brasileira ​da Avicultura Alternativa (AVAL​)​, M​iwa Yamamoto Miragliota, esta certificação representa um importante passo na regulamentação da cadeia produtiva das aves caipiras. “Esta norma foi elaborada por vários representantes da sociedade (produtivo, regulatório, pesquisa​​, consumidor e fornecedor​es de insumos​) ​para definir o que é um produto legitimamente caipira e segue com as mais recentes exigências sanitárias da produção avícola. “As normas da ABNT precisam ser inseridas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento dentro de um sistema maior de inspeção e registro de produto​​. Quando houver este reconhecimento, alcançaremos o objetivo maior da AVAL​: a redu​ção​ das fraudes​ no setor​”, destaca Miwa.

Segundo ela, é importante alertar que muitos ovos são vendidos como caipira somente por serem vermelhos​ e, hoje, o consumidor não tem garantias. “​Neste ponto, a Certified Humane vem para assegurar com o selo na embalagem dos ovos, ou seja, as galinhas que deram origem a estes ovos foram criadas em bem-estar e dentro do sistema de produção caipira”, explica.

O empresário Luiz Carlos Demattê Filho, Diretor da Korin Agropecuária e coordenador dos membros do comitê da ABNT, afirma que durante a elaboração da norma, as preocupações com requisitos de bem-estar animal foram preponderantes. “É muito interessante e até mesmo inovador que a HFAC (Humane Farm Animal Care) venha a certificar a produção de frangos e ovos caipira já adicionadas da norma de bem estar animal”, comenta. Para Demattê, há sinergia importante nesta dupla certificação que beneficiará todos os envolvidos na produção e comercialização destes produtos. A Korin, por exemplo, já tem seus frangos caipira certificados em bem-estar animal, demonstrando a viabilidade deste protocolo.

Clique para baixar as diretrizes para Certificação de Galinhas Poedeiras – incluindo normas da ABNT para ovos caipiras

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Festival Santa Catarina Agroecológica

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De 6 a 8 de outubro, a Agroecologia movimentará Florianópolis, com o Festival “Santa Catarina Agroecológica”, que engloba o Seminário “Mulheres e Agroecologia”, na 6ª feira (6/10) e o 11º Encontro do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia, no sábado e domingo (7 e 8/10). A ideia do Festival é promover e valorizar a agricultura agroecológica, com destaque para participação das mulheres. Além disso, pretende estimular a troca de conhecimentos e experiências entre grupos e organizações de Agroecologia do Sul do Brasil e da América Latina. O Festival é promovido pelo Cepagro e pelo Grupo Ilha Meiembipe da Rede Ecovida de Agroecologia, com patrocínio da Fundação Banco do Brasil (FBB) e apoio da Inter-American Foundation (IAF).

Com o objetivo de valorizar e socializar as experiências de empoderamento e protagonismo feminino na Agroecologia, ampliando a reflexão em torno das questões de gênero, o Seminário “Mulheres e Agroecologia” será no Auditório da Epagri (Rod. Admar Gonzaga, 1347), no bairro Itacorubi, das 9h às 17h30. A participação é gratuita e aberta ao público em geral: agricultoras e agricultores, estudantes, técnicas e técnicos de extensão rural e profissionais de diversas áreas. Nos painéis, estarão presentes mulheres da Agroecologia dos três estados do sul do Brasil, além de representantes da organização Fundesyram (El Salvador), do Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina e da Articulação Nacional de Agroecologia.

O Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida reúne cerca de 120 famílias com certificação participativa de produção orgânica, abrangendo 24 municípios desde Joinville a Garopaba. O Encontro do Núcleo é realizado anualmente, e nesta 11ª edição pretende reunir cerca de 150 pessoas, entre agricultoras e agricultores, técnicas e técnicos de organizações, estudantes e interessadxs pela Agroecologia. O Encontro acontece no Espaço Pergalê, um sítio urbano no bairro Ratones, no Norte da Ilha. Na programação, haverá palestras e oficinas com temáticas agroecológicas, estando aberto para o público externo à Rede Ecovida de Agroecologia no domingo 8 de outubro. Para participar das oficinas e palestra neste dia, mande um email para nucleolitoralcatarinense@gmail.com. As inscrições custam R$ 40 e R$ 20 (estudantes), e incluem participação nas oficinas e refeições agroecológicas.

Para mais informações sobre os eventos, escreva para nucleolitoralcatarinense@gmail.com ou ligue para (48) 3334-3176 / 99991-5870.

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Evento com orgânicos fecha negócios de mais de um milhão em Araranguá

A Primeira Rodada Sul de comercialização de orgânicos fechou negócios da ordem de R$ 1.165.000,00 e prospectou mais R$ 3,5 milhões de negócios futuros. Os negócios ocorreram no Centro de Treinamento da Epagri de Araranguá, reunindo 105 participantes, entre eles agricultores, cooperativas e 14 compradores, na última quarta-feira, dia 27 de setembro.

Foram ofertados diversos produtos, como arroz, banana, pitaia e milho. Realizado por Epagri, SC Rural, Agreco, Uneagro e Instituto Federal, a Rodada Sul de negócios aproximou agricultores e compradores de supermercados e mercados especializados em produtos orgânicos, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

“O papel da Epagri é este, de mostrar que existe uma demanda na sociedade por produtos limpos, orgânicos, que existe espaço para crescer e que quem entrar vai receber assistência técnica”, explica Reginaldo Ghellere, Gerente Regional em Araranguá. Ghellere destaca também a oportunidade que os agricultores tiveram de realizar negócios futuros. Na Rodada de Negócios, o comprador falou de suas demandas e o agricultor começou a planejar entregas futuras, de produtos orgânicos certificados.

Arroz, mel, hortaliças, frutas como banana, pitaia e maracujá, folhosas, milho e frango estão entre os produtos orgânicos do Sul de Santa Catarina, região que abriga 30% de todos os produtores de orgânicos do Estado. Se o frango produzido em Santa Rosa de Lima é orgânico, a ração para as galinhas precisa também ser orgânica. Oportunidade para a família Marinho, de São João do Sul, que iniciou tratativas com a Agreco para fornecer milho orgânico.

“Como existe demanda e existe produção é necessário fazer esse tipo de movimento para integrar todos os atores dessa cadeia de produção e de comercialização”, diz Adílson Lunardi, da Agreco, cooperativa de agricultores ecológicos que existe desde 1996 e tem base territorial em Santa Rosa de Lima e outros sete municípios da região da encosta da Serra. “Essa tendência do orgânico veio para ficar, cada vez mais o consumidor busca uma alimentação mais saudável”, observa Lunardi.

Fonte: http://www.epagri.sc.gov.br/?p=23402

 

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