IBGE aponta que Brasil é mais rural que imaginado e propõe nova classificação

O Brasil é mais rural do que se supõe atualmente, conforme avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto lançou nesta segunda-feira, 31, uma nova proposta para uniformizar a classificação de áreas urbanas e rurais, retratada na publicação “Classificação e caracterização dos espaços rurais e urbanos do Brasil – uma primeira aproximação”.
De acordo com a nova proposta, 76% da população brasileira residia em zona “urbana” em 2010, enquanto, segundo a classificação adotada atualmente, 84,4% dos habitantes moravam na cidade.
O objetivo do estudo é promover uma discussão sobre os critérios de distinção entre rural e urbano até 2020, para que seja possível aprimorar a divulgação do próximo Censo Demográfico.
O instituto reconhece, entretanto, que a questão toca em pontos sensíveis, o que deve gerar um debate na sociedade. Atualmente, cada município define através de legislação municipal própria o que é considerado zona urbana e zona rural. A classificação determina a forma de incidência de tributos. Na área urbana é cobrado o IPTU, Imposto Predial e Territorial Urbano, recolhido para os cofres municipais, enquanto que na área rural a arrecadação é federal, explicou o órgão.
A proposta do IBGE adota três critérios básicos para a elaboração da nova classificação: a densidade demográfica, a localização em relação aos principais centros urbanos e o tamanho da população. Após análise dos critérios, os municípios foram caracterizados como “urbanos”, “rurais” ou “intermediários”.
A metodologia aplicada segue as mesmas orientações de organizações internacionais como a União Europeia, e a de países como os Estados Unidos, o que permitiria a comparabilidade dos resultados brasileiros.

Fonte: http://www.folhadelondrina.com.br/geral/ibge-aponta-que-brasil-e-mais-rural-que-imaginado-e-propoe-nova-classificacao-983776.html

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Comissão aprova regras para comercialização de cosméticos orgânicos

Para ser registrado como cosmético orgânico, um produto deve antes ter seus insumos certificados conforme prevê a Lei da Agricultura Orgânica (10.831/2003), ou seja, terem sido obtidos em sistema orgânico de produção agropecuário ou oriundos de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

A norma está prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 532/2015, da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), aprovado em decisão final na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).

Conforme a autora, não há regulamentação no Brasil para registro e comercialização de cosméticos orgânicos, o que coloca o país em desvantagem no mercado mundial.

Marta Suplicy cita dados do jornal Valor Econômico, segundo os quais o mercado global de produtos orgânicos de cuidados pessoais movimentará, em 2020, US$ 15,69 bilhões, com crescimento anual em torno de 9%.

“A falta de regulação de cosméticos orgânicos afeta negativamente a relação de confiança necessária entre produtor e consumidor e o controle de qualidade dos produtos, além de prejudicar a presença das empresas nacionais no mercado interno e internacional”, diz a senadora.

Risco para o consumidor

Para o relator, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), devido à lacuna legal, o consumidor pode ser lesado, em decorrência da ação de um fornecedor de má-fé que exibisse na embalagem de um produto cosmético ou em material de cunho publicitário alguma referência ao caráter orgânico sem que isso possa ser comprovado. Por isso, a importância da aprovação do projeto.

Ele apresentou emenda para que o conceito de cosmético orgânico siga as diretrizes da Lei da Agricultura Orgânica, otimizando o uso dos recursos naturais e tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não renovável.

Pelo texto, a produção dos insumos dos cosméticos orgânicos deverá, “sempre que possível, seguir métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente”.

Eduardo Lopes excluiu do projeto original a vedação da possibilidade de realização de testes em animais. Apesar de considerar a preocupação legítima, o senador observou não constituir “uma condição necessária, do ponto de vista tecnológico, para que o produto seja considerado orgânico”.

Fonte: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/08/09/comissao-aprova-regras-para-comercializacao-de-cosmeticos-organicos

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Fundação BB e BNDES destinam R$ 25 mi a projetos de agroecologia

A Fundação Banco do Brasil (BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciam nesta quinta-feira, 3, os processos seletivos para investimentos de R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis para apoio a projetos de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. O Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte) terá os recursos do Fundo Social e do Fundo Amazônia, sendo esses últimos destinados exclusivamente para projetos na área da Amazônia Legal.

De acordo com as instituições, existem duas chamadas públicas, a primeira destinada para implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas. Nessa modalidade, estão previstos até R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

A segunda chamada pública prevê R$ 18,5 milhões a serem assim divididos: R$ 2,5 milhões para consolidação e expansão de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, com aporte entre R$ 300 e R$ 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

Os recursos poderão financiar a construção ou reforma de instalações, aquisição de máquinas, veículos e equipamentos, capacitações e serviços técnicos especializados e gestão e assistência técnica dos projetos apoiados.

O Programa Ecoforte existe desde 2013 e possibilita a integração das organizações participantes, com ampliação da participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica, inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

FONTE: http://istoe.com.br/fundacao-bb-e-bndes-destinam-r-25-mi-a-projetos-de-agroecologia/

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Cresce a demanda por fertilizantes certificados para agricultura orgânica

Empresas que apostam no segmento e fornecem tecnologias certificadas estão saindo na frente.

O consumo de produtos orgânicos segue em ritmo acelerado e essa alta na procura por alimentos mais saudáveis estimula a demanda por insumos certificados que ajudam em um manejo mais eficiente no campo. A engenheira agrônoma Luz Mari D’Agostin, proprietária da loja de produtos agrícolas Columbense, de Colombo (PR), revela que é cada vez maior o número de agricultores em busca de fertilizantes certificados para uso na agricultura orgânica.

“Foi por meio dos próprios agricultores orgânicos que conhecemos uma empresa paulista que fabrica fertilizantes certificados, a Nutriceler, e ampliamos nossa oferta de produtos para agricultura orgânica. Até então, não tínhamos boas opções de produtos certificados que atendessem as necessidades desses agricultores”, conta a empresária.

Luz Mari conta ainda que, com poucas opções de insumos eficientes para esse sistema de cultivo, os produtores se tornam alvo fácil para produtos de procedência duvidosa. “Há tempos estávamos em busca de uma empresa séria e comprometida com esses agricultores que trabalham seguindo todos os critérios para manter a certificação de produtor orgânico. Já atendemos cerca de sessenta agricultores orgânicos certificados, e sempre surgem novas pessoas interessadas em produzir e obter a certificação. Sabemos que o mercado de orgânicos é promissor e oportuno para nós que disponibilizamos a tecnologia que eles precisam para produzir mais e melhor”, afirma.

O engenheiro agrônomo Nelson Schreiner Junior, CEO da Nutriceler, empresa que fabrica os fertilizantes certificados distribuídos pela loja Columbense, explica que há pouco mais de dois anos a Nutriceler passou a testar e desenvolver novas tecnologias para suprir as necessidades dos adeptos a este sistema de produção. “Percebemos que uma das grandes dificuldades dos agricultores orgânicos certificados é encontrar boas fontes nutricionais para cultivar seus produtos de maneira mais prática e eficiente. Vimos a oportunidade de entrar neste mercado fornecendo alta tecnologia em uma linha completa para uma nutrição de alta eficiência”, explica Schreiner.

Atualmente, a Nutriceler conta com um portfólio de doze fertilizantes, certificados pelo IBD, IMO e ECOCERT. “Desenvolvemos tecnologias que atenderam a todas as exigências dos órgãos certificadores. São formulações que precisam apenas ser diluídas em água. Esse é um grande avanço para o agricultor que estava acostumado com as trabalhosas caldas e outros tipos de biofertilizantes tradicionais”, explica o agrônomo.

Além da eficiência nutricional, a tecnologia possibilita um melhor aproveitamento da mão-de-obra, tendo em vista que os produtos são comercializados prontos e balanceados. “Estamos levando produtos de ponta para esse mercado que está crescendo e ainda tem muito a crescer. Estes fertilizantes chegam para auxiliar esses agricultores a aumentarem sua produtividade e lucrar mais com a atividade”, afirma Schreiner.

Para o engenheiro agrônomo Paulo Lúcio Martins, especialista em produção orgânica, a alta solubilidade dos fertilizantes em água também é uma das grandes vantagens da tecnologia. “O produtor vai utilizar produtos concentrados e ao mesmo tempo bastante solúveis, o que reduz o risco de entupimentos de bicos, fato que é bastante comum com outras fontes”, revela.

Um dos destaques desta linha é primeiro nitrogênio orgânico certificado do país para aplicação foliar. “A grande variedade e qualidade dos fertilizantes mostra o quanto a empresa está empenhada em ver o mercado de orgânicos progredindo. A tecnologia ajuda o agricultor e reflete na mesa do consumidor, que vai se alimentar com produtos de melhor qualidade”, acrescenta Paulo Lúcio. Segundo o agrônomo, outras oito formulações estão em fase de certificação.

Em alta – 2016 foi um bom ano para o mercado orgânico, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no mercado nacional. Para este ano, a perspectiva é de crescimento na ordem de 30%.

FONTE: http://revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=64937&cresce-a-demanda-por-fertilizantes-certificados-para-agricultura-organica.html

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Agrotóxicos dizima comunidade de abelhas no Rio Grande do Sul

Nunca houve nada igual, dizem apicultores; pelo menos 250 mil colmeias desapareceram no Rio Grande do Sul em 2015

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Chocados, tristes, desanimados. É como dizem se sentir muitos apicultores do Rio Grande do Sul diante da “assustadora” mortandade de abelhas em suas colmeias – pelo menos 250 mil desapareceram no Estado em 2015. Todos os especialistas ouvidos não têm dúvidas em afirmar que a responsabilidade é dos agrotóxicos, usados descontroladamente nas lavouras, além do desmatamento que não para de aumentar.

“No Estado a morte de abelhas tornou-se generalizada, principalmente em áreas com uso intensivo de agrotóxicos”, afirma o coordenador da Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura da Secretaria Estadual da Agricultura (Casam), Nadilson Ferreira. “O problema atinge maiores proporções nas regiões da Depressão Central, Missões, Alto Uruguai e parte da Campanha. Os agrotóxicos estão acelerando a perda de biodiversidade e contribuindo para o extermínio das populações de abelhas”, completa.

O fenômeno da mortandade tem um impacto muito grande no Estado, já que o Rio Grande do Sul é o maior produtor de mel do Brasil. São cerca de 30 mil apicultores, que produzem em torno de oito mil toneladas por ano (60% na primavera e 40% no outono). A metade é exportada, principalmente para a Europa, e a outra parte consumida no mercado interno.

Um temor que ronda os apicultores que trabalham com exportação é que, a continuar assim, o mel gaúcho passe a sofrer restrições e a perder valor nos países compradores por causa da contaminação por esses venenos. “Com toda essa desgraça (das mortes por envenenamento) o mel gaúcho ainda é considerado orgânico”, ressalta Ferreira.

O período de maior colheita, a primavera, é justamente o de maior atividade agrícola no Estado e de maior extermínio destes insetos pelos venenos jogados nas plantações. Estima-se que as perdas decorrentes, tanto de colmeias como da produção de mel, andem em torno de 30% a 40%, quase a metade. Mas os apicultores que ouvimos apontam um prejuízo muito acima disso.

Morte anormal

Os produtores de mel, de forma geral, contam que as abelhas começaram a morrer de forma anormal, sem nenhuma doença ou desnutrição que justificasse, há cerca de três ou quatro anos. É o caso de Luiz Darci Demo Garlet, 60 anos, que entre dezembro e janeiro último perdeu nada menos que 600 das 1.200 colmeias que tinha em Cruz Alta, no Noroeste do Estado.

Desde 2013 ele já vinha tendo perdas por causa dos agrotóxicos, de 100 a 200 caixas, onde ficam as colmeias, por ano. Ele tem certeza que a causa, desta última vez, foi um veneno ainda mais forte que usaram para atacar o “tamanduá-da-soja”, um inseto que raspa o caule da planta. Outros venenos, como os da lagarta da soja, relata, não matam tanto, mas deixam as abelhas desorientadas, fracas, e acabam perecendo também.

Como boa parte dos apicultores, ele acomoda as colmeias em propriedades de outras pessoas mediante o pagamento de uma comissão. Por isso, muitos como ele não reclamam e não informam o ocorrido aos órgãos de fiscalização ambiental. “Não podemos reclamar, porque senão os donos das terras vão dizer ‘pega tuas caixas (de abelhas) e vai embora’. Não tem o que fazer, fazer o quê?”, indaga o apicultor. Ele calcula que vai demorar quase dois anos para recuperar o que perdeu, isso se a mortandade não continuar.

“Outra dificuldade é a falta de lugar para colocar as abelhas porque estão terminando com os matos e elas têm que ser colocadas na sombra, porque se as colmeias ficarem no sol morrem todas”, acrescenta. Garlet que normalmente tirava 30 toneladas de mel por safra, este ano colheu apenas 11 toneladas com a perda de tantas colmeias: “Meus dois funcionários ficaram até mais chocados que eu. Tinha um apiário com 25 colmeias novas, lindas, bonitas, morreram as 25. Isso entristece muito”, lamenta.

Nunca houve nada igual

O vice-presidente da Associação dos Apicultores da cidade, Walmor Kirchhof, 65 anos, confirma que a mortandade é generalizada, atingindo a todos os apicultores: “Nunca tinha acontecido nada igual como nesse ano, todo o pessoal da região perdeu uma barbaridade de abelhas”, relata.

Das suas 200 caixas sobreviveram apenas 40 colmeias. “Teve local que não sobrou nenhuma caixa”, completa. Até alguns anos atrás, perdia meia dúzia de caixas por ano.

Kirchhof garante que “doença não foi, as abelhas estavam fortes e estavam produzindo mel”. Mas, de repente, morreram todas e apodreceu tudo nas caixas. “Geralmente as traças comem a cera (quando as abelhas morrem por algum outro motivo), mas neste caso nem as traças apareceram, também morreram”, acrescentou.

Ele é aposentado, trabalha com isso há 35 anos e o mel é a maior parte da sua renda. “É um prejuízo enorme, a gente depende disso aí”. Como fornece para a merenda escolar, precisou comprar mel de outros fornecedores, de regiões distantes, para cumprir as encomendas.

Vontade de desistir

Distante dali, bem no interior de São Borja, junto ao rio Uruguai, na fronteira com a Argentina, Vilmar Soares, 78 anos, que tem na atividade um complemento para a aposentadoria, já pensou até em desistir da apicultura. “Tinha 223 caixas, sobraram 70”, relata. Dos 900 quilos que costumava colher das colmeias agora só colhe 200.

Ele conta que o extermínio começou por volta de 2014 e também está certo de que vem acontecendo por causa dos venenos das lavouras: “Já vi um enxame e no outro dia, depois que passaram veneno por perto, as abelhas estavam todas mortas. E a caixa fica imunizada, porque novos enxames na mesma caixa morrem também. Disseram que é um veneno que se um só inseto leva para a colmeia, contamina todas as outras”.

Assim como tantos outros, não procurou ajuda de ninguém, nenhum técnico, nenhuma autoridade, porque não sabe a quem procurar. Mas, principalmente, porque não quer “se incomodar” com os vizinhos agricultores, que estão utilizando os agrotóxicos: “A gente precisa dos vizinhos”, explica.

Soares diz que já se sentiu “desacorçoado”, um termo fronteiriço para desânimo, desalento. Pensou em desistir, mas vai continuar, por enquanto, tentando salvar o que restou da matança das suas abelhas pelos venenos das lavouras.

Da conversa com eles fica muito evidente que, além do negócio, cria-se uma relação de grande afeição por esses insetos, que Garlet conhece desde criança, quando ajudava o pai a produzir mel: “Na apicultura, se a pessoa não gosta das abelhas não funciona, a apicultura é uma profissão diferente, é algo da natureza, tem que gostar do bichinho”.

Por isso, se o prejuízo desses apicultores é enorme, o abalo emocional pela mortandade também: “É horrível!”, desabafa Kirchoff.

Situação extremamente grave

A situação é tão alarmante que foi criado um Grupo de Trabalho da Mortandade das Abelhas, em 2015, ligado à Câmara Setorial (Casam). Durante um ano, entre 2015 e 2016, o GT fez estudos, reuniões, e, mês passado, entregou suas conclusões ao secretário da Agricultura, Ernani Polo.

“É uma situação extremamente grave”, define Sanderlei Pereira, coordenador da Emater/Ascar em Candelária, que coordenou o GT. “Estimamos uma redução de 40% do volume de mel colhido nas últimas safras e uma diminuição de 40% das colmeias do RS”. O GT constatou que todo o Estado está sendo atingido pela mortandade, com maior intensidade nas regiões com maior produção de cultivos anuais, como soja, arroz e milho.

A apicultura gaúcha exercida basicamente por pequenos agricultores/apicultores. Isto é positivo, diz Sanderlei, porque distribui muito bem geograficamente as colmeias e seus benefícios, na melhoria da alimentação das famílias rurais, na comercialização do seu excedente, agregando renda, e também pela polinização das culturas na propriedade. “Por outro lado, isso dificulta o levantamento da morte das colmeias e da diminuição da colheita”.

Fipronil e Neonicotinoides

“A mortandade de abelhas ocorre também por fome, manejo errado de apiários, pólen tóxico (barbatimão), doenças e parasitas, causas essas conhecidas pelos apicultores, diferente da mortandade que vem ocorrendo nos últimos anos pela ação do Fipronil e algumas partículas dos neonicotinóides”, diz o relatório do GT.

O documento reforça como principal causa “O uso em larga escala no Brasil de agrotóxicos com efeitos nocivos às abelhas, em especial aqueles do grupo dos Neonicotinóides (Clotianidina, Imidacloprid, Tiametoxam) e Fipronil”.

Esses, especificamente, são os que têm ação fulminante sobre as abelhas, salienta Sanderlei. Eles causam a morte das polinizadoras até mesmo quando são usados no tratamento das sementes porque são sistêmicos, ou seja, entram na seiva das plantas e contaminam o pólen e néctar de suas flores, que são visitadas pelas abelhas quando acontece a floração.

Também as caixas e caixilhos ficam com resíduo de agrotóxico, muitas vezes causando intoxicação crônica na nova colmeia que ali é alojada e acaba sucumbindo também – como relataram os apicultores que entrevistamos.

Padrão das mortes

O padrão do extermínio é sempre o mesmo. A morte repentina das abelhas, na sua totalidade ou em parte, com presença de abelhas mortas na caixa. Quando há presença de abelhas vivas ao redor, elas estão desorientadas e em pequeno número e há mel produzido nos favos.

Noutros casos, as colmeias vão perdendo população até ficarem sem abelhas no final do processo. Com a diminuição da população, acontece um estresse nas suas defesas que conduz a sucessivos ataques de varroase (um ácaro), bactérias e fungos, que causam a morte dos insetos restantes.

“Nenhuma espécie de abelha está livre da ação destes inseticidas. Sempre existiu morte de colmeias, por fome, mau manejo, mas com características próprias conhecidas pelos apicultores e técnicos, em média 10% ao ano, totalmente diferente do que vem ocorrendo, com mortalidade de até 80% das colmeias”, afirma Sanderlei.

O coordenador do GT salienta que não é a proximidade das lavouras que implica nas mortes e sim os produtos químicos usados nelas. A soja, por exemplo, “é benéfica para as abelhas, produz mel de excelente qualidade e a soja também se beneficia com as abelhas através da polinização, que amplia em média 10% a produtividade da lavoura”.

Na Europa, foi registrada perda de mais de um milhão de colmeias devido às mortes causadas pelos neonicotinóides. Quanto ao Fipronil, a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos classificou esse produto como de alto potencial cancerígeno (afeta principalmente a tireóide).

FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2017/07/28/agrotoxicos-dizima-comunidade-de-abelhas-no-rio-grande-do-sul/

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SEMANA ESTADUAL DA JUVENTUDE

A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), por meio da Coordenadoria Estadual da Juventude, tem o prazer de convidá-lo a participar do “SEMANA ESTADUAL DA JUVENTUDE”, a realizar-se de 12 a 18 de agosto de 2017. O evento contará com diversas atividades e ações descritas na programação em anexo.

Contamos com sua ilustre presença neste momento importante em prol da juventude catarinense. As inscrições para o Encontro Estadual de Gestores Municipais de Juventude e Conselheiros de Juventude, no próximo dia 15/08, a partir das 13h, poderão ser feitas através do site: http://www.sst.sc.gov.br

Atenciosamente,

Teilor Topanotti

Coordenador de Juventude

Governo do Estado

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Orgânicos na Lagoa da Conceição preparam degustação

Corre de boca em boca a notícia comentada na Feira de Alimentos Orgânicos da Lagoa de Conceição, em Florianópolis, estado de Santa Catarina, sobre a novidade para o mês de agosto.
Além de arregaçar as mangas durante a semana para preparar as vendas no sábado, os feirantes, associados ao Instituto Ecofeira, estão propondo um evento gastronômico apenas com alimentos orgânicos, a ser realizado neste mês de agosto.
Como é praxe, o pessoal está sempre fazendo uma degustação, e se você está interessado, passa na feira para entrar em contato conosco, na próxima semana – porque esta, estava animadíssima.
Tem umas surpresas degustáveis maravilhosas.

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