VII FEIRA DE SEMENTES E MUDAS DA CHAPADA DOS VEADEIROS

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Milhões de libras de grãos “orgânicos” aparentemente falsos convencem a indústria de alimentos pode haver um problema

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A indústria orgânica está criando uma força-tarefa contra a fraude na sequência de um relatório do Washington Post de que milhões de quilos de soja “USDA Orgânica” e milho importados através da Turquia parecem ter sido fraudulentos.

Organizado pela Associação de Comércio Orgânico, a força-tarefa desenvolveria métodos para que as empresas assegurem que as importações de produtos orgânicos sejam efetivamente orgânicos.

“Há um forte desejo por parte da indústria de parar a incidência de fraude em orgânicos”, disse Laura Batcha, diretora da associação. “O consumidor espera que os produtos orgânicos sejam verificados de volta à fazenda. A indústria leva esse contrato com o consumidor muito a sério “.

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No mês passado, The Post informou que três enormes embarques de milho “orgânico” e soja – grandes o suficiente para constituir uma proporção significativa do suprimento norte-americano dessas commodities – atingiram os EUA

[Os rótulos diziam “orgânico”. Mas essas importações maciças de milho e soja não eram]

Documentos e entrevistas indicaram que as remessas não eram realmente orgânicas – de fato, algumas tinham sido tratadas com pesticidas em rota para os EUA. As três remessas provenientes da Turquia, um dos maiores exportadores de produtos orgânicos para os Estados Unidos, de acordo com Foreign Agricultural Estatísticas do serviço. Com a designação “USDA Organic”, o valor dos embarques aumentou em milhões de dólares.

O relatório confirmou as suspeitas de muitos agricultores dos EUA, que viram os preços cair em até um terço, já que o volume de importações de milho orgânico e soja cresceu rapidamente nos últimos anos.

Após a aparição da história, uma das maiores agências de inspeção orgânica do país, o CCOF, emitiu um aviso aos seus clientes, indicando que “não tem confiança no status orgânico dos grãos estrangeiros”. “A agência instituiu regras que exigem que as transferências de grãos orgânicos sejam rastreáveis ​​para os produtores.

Um dos exportadores turcos envolvidos nos embarques descritos pela The Post, Beyaz Agro, foi “decertificado” como uma empresa orgânica pelo USDA.

Agora vem notícias da força-tarefa. Alguns agricultores dos EUA olham com céticismo para o esforço porque, eles dizem, esperaram por dois anos a proteção de importações orgânicas baratas e fraudulentas.

John Bobbe, diretor executivo da Organic Farmers ‘Agency for Relationship Marketing, ou OFARM, uma cooperativa de agricultores, declarou que ele estava “divertido” pelo esforço da indústria. Ele observou que muitos membros da Organic Trade Association se beneficiaram dos preços mais baixos em milho orgânico e soja.

Os três embarques examinados pelo The Post representam cerca de 7% das importações anuais de milho orgânico e 4% das importações de soja orgânica.

“Continua a ser visto se esse esforço é sério ou não”, disse Bobbe. “O OTA tem sido estranhamente silencioso sobre esta questão. Parece que eles estavam olhando para o outro lado – o cenário “não vejo mal”. Mas acho que eles não podem ignorá-lo agora. Eu acho que o fogo está queimando o suficiente para que as chamas não possam ser destruídas “.

O USDA tem sido muito negligente – e lento – ao divulgar as importações fraudulentas, os agricultores orgânicos dos EUA se queixaram. Durante meses, a agência disse que vem investigando importações fraudulentas de grãos.

[Por que seu leite “orgânico” pode não ser orgânico]

Se os esforços anti-fraude não vão além de publicar um conjunto de “melhores práticas”, sugeriu Bobbe, pouco provavelmente mudará. Uma lista de práticas éticas, disse ele, não impedirá que um importador tenha a intenção de obter lucros rápidos que possam vir de revigar os grãos convencionais como “USDA Organic”.

Mas Batcha disse que a indústria está trabalhando em mais de um conjunto de melhores práticas. Também é lobby para dar ao USDA poderes de execução mais amplos na próxima conta de fazenda, disse ela. A associação também está empurrando o Congresso para novas tecnologias para rastrear produtos orgânicos todo o caminho de volta para a fazenda. Também solicitará que o Programa Orgânico Nacional do USDA envie ao Congresso um relatório anual sobre ações de execução.

“Estamos indo ao Congresso – queremos fechar as lacunas”, disse Batcha. “O trabalho da força-tarefa é importante, mas não é a única coisa que estamos fazendo”.

Fonte: https://www.washingtonpost.com/news/wonk/wp/2017/06/12/millions-of-pounds-of-apparently-fake-organic-grains-convince-the-food-industry-there-may-be-a-problem/?utm_term=.e734a5d362cc

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Projeto de orgânicos do Mapa estimula pesquisa em universidades

A viabilidade da produção orgânica foi defendida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, que se encerrou sexta-feira (15/9), em Brasília.

“Trabalhamos no ministério com o projeto que forma núcleos de educação em universidades e em institutos federais, tendo a agroecologia como alternativa, e a produção orgânica de alimentos como sistema possível de ser aplicado e difundido”, disse a coordenadora de Agroecologia e Produção Orgânica no Ministério da Agricultura, Virginia Mendes Cipriano Lira.

“O projeto significa quebra de paradigma, uma mudança em relação ao sistema convencional apresentado nos cursos”, e inclui, segundo ela, além do ensino, pesquisa e extensão.

O interesse dos produtores por orgânicos é uma demonstração da viabilidade do projeto do Mapa. O número de associações e de cooperativas cadastradas no ministério, nesse segmento, cresceu 198%, desde 2013, passando de 6.700 unidades para 19.970, atualmente. O cadastramento de entidade organizada junto ao Mapa possibilita a venda direta dos produtos.

Boa parte de 1.500 trabalhos científicos que foram inscritos no congresso, de acordo com Virgínia Lira, são frutos dos núcleos de agroecologia.

“Houve uma interferência positiva sobre os estudantes, no sentido de se tratar o assunto no ambiente de formação. E o mesmo acontece em instituições de pesquisa, como a Embrapa, e em outras instituições estaduais, que cada vez mais desenvolvem pesquisa em agroecologia e em produção orgânica com sistemas alternativos”, disse.

No caso dos núcleos de educação, explicou a coordenadora, “eles facilitam interagir com comunidades vizinhas e compartilhar conhecimento produzido na instituição”.

No congresso, em que foi lembrada a Semana do Cerrado, prevaleceu o tema “Agroecologia na Transformação dos Sistemas Agroalimentares na América Latina: As memórias, os saberes e os caminhos para o bem viver”. O evento reuniu pesquisadores, representantes de povos indígenas, estudantes, artesãos e agricultores em palestras, mostras de trabalhos, apresentações culturais e rodas de diálogo.

A produção, o acesso do alimento orgânico ao maior número de pessoas e o crescimento das compras governamentais desses produtos para a merenda escolar, hospitais e universidades, dominaram as discussões durante três dias.

Fonte: http://sna.agr.br/projeto-de-organicos-do-mapa-estimula-pesquisa-em-universidades/

 

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Indústria omite presença de transgênicos em carnes e derivados

Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina encontrou soja e milho em metade dos produtos analisados. Contrariando a lei, nenhum deles indicava presença de componentes geneticamente modificados

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Brasília – Metade das carnes e derivados contém em sua composição ingredientes transgênicos e o consumidor nem desconfia. É o que sugere uma pesquisa do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgada durante o Agroecologia 2017 – 6º Congresso Latino-Americano de Agroecologia, 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.

Dos 496 produtos analisados, 49,2% continham pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho.  A maior concentração foi encontrada nos subgrupos de peito de peru e patês. A proteína de soja, detectado em 217 alimentos do grupo (43,7%), foi o ingrediente mais usado.  (43,7%), seguido do amido de milho, que estava em 27 itens (5,4%).

Do total, 209 alimentos continham ingredientes derivados de soja, 18 deles continham derivados de milho e outros 21, derivados de ambos.

Saiba mais: http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2017/09/industria-omite-presenca-de-transgenicos-em-carnes-e-derivados

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Curso: O Animal no Organismo Agrícola Biodinâmico

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Agroecologia ainda é ignorada pela ‘monocultura’ da mídia

Mídia dedica 95% de seu espaço ao agronegócio e 5% a técnicas sustentáveis, dadas como “alternativas” ou “exóticas”. Em congresso de agroecologia, pesquisadora destaca reportagens da RBA.

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Produção familiar orgânica é desprezada pela mídia hegemônica ou abordada como algo alternativo ou exótico

Brasília – Alternativa mais viável para produzir alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos para todos dentro de uma perspectiva de proteção ao meio ambiente e criação de emprego e renda para pequenos agricultores, a ciência agroecológica é ignorada pelos meios de comunicação. O agronegócio, baseado na monocultura em grandes extensões de terra, com uso intensivo de insumos químicos e biotecnológicos, tem 95% do espaço nos meios de comunicação. Já a agroecologia fica com apenas 5%.

Os dados são da pesquisa A Agroecologia e a Mídia, realizada na pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Depois de ter constatado que o tema é abordado principalmente em sites de organizações dedicadas ao estudo da agroecologia, a pesquisadora Raquel Lucena de Paiva analisou oito sites jornalísticos de maior representatividade ou audiência e outros com perfil que ela considera “contra-hegemônico”. O recorte teve como objetivo analisar os veículos que não segmentados por tema, para observar a representação da agroecologia junto ao público não especializado ou envolvido com o assunto.

Raquel pesquisou sites do Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual, Século Diário, Folha de S.Paulo, O Globo, Gazeta Online e Estado de Minas.

“Ao comparar a frequência com que as palavras ‘agroecologia’ e ‘agronegócio’ foram citadas nos sites pesquisados, verifiquei que, do total aferido, 95% das matérias foram relativas ao agronegócio e apenas 5% à agroecologia”, disse.

De acordo com ela, que tem graduação em Jornalismo, o chamado jornalismo hegemônico dá voz aos agentes institucionais ligados aos governos, empresas e universidades, enquanto as fontes populares se fazem presentes em ações dispersas, dissociadas de movimentos sociais.

“As disputas relacionadas à ocupação do território agrícola ocorrem em diversas arenas, entre elas, as disputas discursivas observadas na mídia. A análise da representação da agroecologia pela mídia tem revelado que, ao lado da relativa invisibilidade, o tema ainda é tratado como alternativo e até exótico. A gente percebe também a subordinação do conceito à dimensão econômica”, disse Raquel.

Os veículos que mais produzem conteúdo sobre o tema, por ordem, são Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual e Século Diário, do Espírito Santo. Nos dois primeiros, predominam artigos assinados por estudiosos e militantes no tema. No quesito reportagens, o destaque ficou para a RBA.

Para a pesquisadora, a ação em rede entre os produtores de conteúdo positivo para o movimento agroecológico e o jornalismo contra-hegemônico, como o exercido pela RBA, têm contribuído para a propagação de conceitos “fora da bolha” de informações compostas por adeptos da agroecologia.

Raquel, que vai continuar a pesquisa, apresentou seu trabalho nesta terça-feira (12), numa agenda de múltiplos eventos em sua área, que reúne em Brasília, de hoje a sexta-feira, o 6º Congresso Latino-americano de Agroecologia, o 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e o 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno..

Na solenidade de abertura, pela manhã, a agroecologia foi destacada como alternativa para produção de alimentos limpos para todos em uma perspectiva ambiental e de promoção da cidadania, mas também como espaço de resistência ao avanço de políticas que retiram os direitos dos trabalhadores e de populações tradicionais. O desafio é chegar ao grande público consumidor alcançado pelas mídias comerciais.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2017/09/estrategica-para-a-alimentacao-saudavel-agroecologia-e-ignorada-pela-midia

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Epagri receberá evento sobre negociação de produtos orgânicos

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A Gerência Regional da Epagri, juntamente com a Agreco, Instituto Federal Catarinense e a Uneagro, irão promover um evento para discussão de oferta e demanda de produtos orgânicos, que acontecerá no dia 27 de setembro, no Centro de Treinamento da Epagri em Araranguá.

O evento reunirá agricultores e comerciantes de produtos orgânicos, e também servirá para que por meio de suas organizações, os produtores utilizem melhor suas estruturas de distribuição, compartilhando rotas e reduzindo os custos com transportes.

De acordo com o gerente Regional da Epagri de Araranguá, Reginaldo Ghellere, o consumo de produtos orgânicos cresce ano após ano, desafiando os agricultores a produzirem cada vez mais. Porém, segundo ele, se faz necessário organizar melhor os diversos fornecedores para que os mesmos possam utilizar suas estruturas de forma compartilhada.

“Nós já temos em todo o Sul de Santa Catarina diversas estruturas de processamento de transporte, que muitas vezes estão ociosas numa região, enquanto uma organização de outra região tem falta. Também, com a presença dos diversos comerciantes representando as redes de supermercados, será possível fazer novos negócios e conhecer melhor a demanda desses compradores”, explica.

Os agricultores e comerciantes de produtos orgânicos serão convidados pelas instituições envolvidas no evento, mas também podem procurar a Epagri do seu Município e fazer a inscrição para o encontro.

FONTE: https://www.revistaw3.com.br/geral/2017/08/26/epagri-recebera-evento-sobre-negociacao-de-produtos-organicos.html

 

 

 

 

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