Festa do Morango – Taquaras – Rancho Queimado De 24 a 26 de novembro de 2017

Festa do Morango – Taquaras – Rancho Queimado De 24 a 26 de novembro de 2017.

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Glifosato: o veneno da Monsanto está em todo lugar

Altas doses do herbicida da Monsanto foram encontradas em alimentos nos EUA e consumidos em várias partes do mundo, inclusive no Brasil

Por Inês Castilho

O primeiro teste em alimentos para resíduos de glifosato realizado por laboratório registrado na Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) encontrou níveis alarmantes de contaminação em produtos dos mais tradicionais no país e mostrou o quão inadequada é a regulação dos resíduos de pesticidas. O estudo Glifosato: inseguro em qualquer prato, feito pelo laboratório de testes de segurança alimentar Aresco por solicitação do Food Democracy Now! e The Detox Project, reuniu também pesquisas independentes, realizadas em outros países, que chegaram aos mesmos resultados.

Glifosato é o herbicida mais consumido no mundo. O ingrediente ativo do Roundup da Monsanto é o “mata mato” mais pesadamente utilizado na agricultura industrial na história da humanidade – consequência da adoção generalizada de culturas transgênicas, hoje cultivadas em mais de 80% dos 70 milhões de hectares nos EUA e mais de 120 milhões de hectares em escala global. O Brasil cultivou uma área de 44,2 milhões de hectares de transgênicos na safra 2015-2016.

No meio urbano, o glifosato é usado na manutenção de gramados em parques, praças e condomínios. O mercado do herbicida foi avaliado em US$ 5,46 bilhões em 2012 e tem como meta chegar a US$ 8,79 bilhões até 2019.

INGESTÃO ‘ACEITÁVEL’

Os reguladores dos EUA consideram como Ingestão Diária Aceitável (IDA) de glifosato 1.75 miligramas por kilo do peso corporal (1.75 mg/kg/dia). Na União Europeia esse limite é de 0.3 mg/kg/dia. Esses níveis de tolerância foram definidos com base em estudos patrocinados pela próprias corporações fabricantes de agrotóxicos e mantidos em sigilo em nome do segredo industrial. Uma equipe de cientistas internacionais reclama um IDA muito mais baixo, de 0.025 mg/kg/dia – 12 vezes inferior ao definido atualmente na Europa e 70 vezes inferior ao permitido nos EUA.

A União Europeia aprovou sua comercialização até o fim de 2017, à espera das conclusões da Agência Europeia de Produtos Químicos, mas propôs restringir sua utilização em parques e outros espaços públicos. Uma campanha envolvendo organizações não governamentais de 15 países europeus luta para que essa permissão não seja renovada.

No Brasil o limite de ingestão é de 0.042 mg/Kg/dia, com um detalhe: o glifosato não está incluído nos testes da Anvisa para resíduos de agrotóxicos em alimentos, muito embora seja o mais consumido no país. Mais de 8 milhões de toneladas foram despejados nas terras brasileiras somente entre 2010 e 2014.

NOVAS EVIDÊNCIAS

As novas evidências científicas mostram que não há níveis seguros de glifosato para a saúde humana e animal. Os danos prováveis podem começar em níveis ultrabaixos, de 0.1 partes de glifosato por bilhão (ppb). Até mesmo 0.05 ppb podem provocam danos nos rins e fígado de ratos, pela alteração nas funções de 4.000 genes.

Os testes promovidos pela Food Democracy Now! revelaram que produtos alimentares muitos populares nos EUA e no mundo – como o salgadinho Doritos, da Pepsico, os flocos de milho da Kellogg’s e o biscoito Oreo, da Kraft Foods, por exemplo, muito consumidos também no Brasil – tiveram resultados entre 289,47 ppb e 1.125,3 ppb.

Danos causados pelo Glifosato/Roundup em números (ppb)
0,1 ppb: dano severo em órgãos de ratos
0,1 ppb: nível permitido de glifosato e todos os outros herbicidas na água de torneira na União Europeia
10 ppb: efeitos tóxicos no fígado de peixes
700 ppb: alterações em rins e fígado de ratos
700 ppb: nível permitido de glifosato na água de torneira dos EUA
11.900 ppb: encontrado em soja transgênica
1.125,3 ppb: encontrado na Cheerios da General Mills

AS DOENÇAS

Desordens gastrointestinais, obesidade, diabetes, doenças cardíacas, depressão, autismo, infertilidade, câncer, mal de Alzheimer, mal de Parkinson, intolerância ao glúten. A lista dos males atribuídos à ingestão de glifosato não para de crescer. O estudo detalha algumas delas.

Câncer. A despeito da insistência da Monsanto de que o glifosato é perfeitamente seguro, “mais que sal de mesa”, um número crescente de estudos revisados pela comunidade científica está encontrando ligações entre glifosato e câncer. Em março de 2015, a Agência de Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou ser o glifosato “provável causador de câncer humano”. A decisão foi baseada em pesquisas de 17 especialistas em câncer de 11 países, que reuniu-se para avaliar a carcinogenicidade de cinco pesticidas. A revisão do glifosato levou o Parlamento Europeu a proibir seu uso não-comercial em áreas públicas e restringir seriamente o uso na agricultura. A Monsanto é alvo de várias ações judiciais nos EUA, com base em avaliações de que o glifosato é o agente causador de câncer em fazendeiros, trabalhadores rurais, aplicadores do pesticida e outras pessoas expostas a ele com frequência. Há preocupação especial com relação aos seguintes tipos de câncer: Linfoma Não Hodgkin, câncer de osso, câncer do cólon, câncer de rim, câncer de fígado, melanoma, câncer do pâncreas, câncer de tiroide.

Alterações hormonais. Um número crescente de evidências científicas aponta o glifosato como desregulador endócrino. Há mais de duas décadas estudos vêm mostrando que mesmo um baixo nível de exposição a certos produtos químicos, o glifosato entre eles, podem alterar a produção e recepção de hormônios vitais para o corpo, podendo causar problemas reprodutivos, aborto, reduzir a fertilidade e que a mudança nos níveis hormonais podem resultar no início prematuro da puberdade, obesidade, diabetes, problemas com a função imune e comportamentais, como déficit de atenção e hiperatividade.

Efeito bactericida. Enquanto a Monsanto continua a negar qualquer impacto na saúde humana e animal, novas pesquisas geram crescente preocupação quanto aos prováveis efeitos do glifosato no equilíbrio do microbioma gastrointestinal, ou bactérias intestinais benéficas, enquanto aumenta o número de espécies patogênicas, podendo levar a problemas de saúde como a síndrome do intestino irritável e a intolerância a glúten. Um estudo pioneiro da Nova Zelândia descobriu, em 2015, que a exposição contínua ao Roundup pode levar bactérias a se tornar resistentes a antibióticos, um problema crescente para a saúde humana e animal.

Doenças crônicas. Cientistas descobriram que pessoas cronicamente doentes têm níveis “significativamente mais altos de glifosato na urina do que pessoas saudáveis”. Verificaram também que as pessoas com dieta convencional têm muito mais resíduos de glifosato do que aquelas que se alimentam com comida orgânica.

IMERSOS EM VENENO

O estudo da Food Democracy Now! mostra que o uso generalizado de glifosato nos EUA levou o veneno a espalhar-se livremente pelo ambiente. Nos últimos anos, foram descobertos resíduos do veneno na água e alimentos consumidos no dia a dia, na urina humana, no leite materno e na cerveja, entre outras substâncias. Vale lembrar que a contaminação dos alimentos não pode ser removida pela lavagem e não é eliminada com cozimento, congelamento ou processamento da comida.

Os níveis de Roundup e outros herbicidas com glifosato usados no agronegócio dos EUA são hoje tão altos que o órgão de Pesquisa Geológica dos EUA (U.S. Geological Survey – USGS) encontrou o veneno em mais de 75% das amostras de água da chuva no Meio-Oeste do país. A pulverização aérea de Roundup leva o herbicida às culturas e também aos corpos d’água e também às nuvens, pela evaporação, e elas podem precipitar-se em locais muito distantes da aplicação. O número crescente de “ervas daninhas” resistentes ao glifosato está levando fazendeiros a usar mais e mais herbicida contra as “superervas daninhas”.

Com base nos resultados desse estudo, o Food Democracy Now! está solicitando investigação federal sobre os prováveis danos causados à saúde humana e ambiental pelo herbicida glifosato e sobre a relação entre reguladores e indústrias reguladas – que resultou nos níveis alarmantes do herbicida a que a população está exposta, como demonstra crescente número de estudos científicos.

O relatório conclui afirmando que o único modo de evitar a contaminação por glifosato é comer alimentos cultivados organicamente. “Um estudo publicado em 2014 na Revista de Pesquisa Ambiental confirmou que famílias que adotaram uma dieta de orgânicos removeram, em não mais que uma semana, 90% dos pesticidas do seu corpo, o que foi comprovado por testes de urina”.

Fonte: https://www.alainet.org/es/node/184085

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Luta por terra é essencialmente feminista, diz pesquisadora de Gana

A professora da Universidade de Gana, Dzodzi Tsikata, tem se empolgado com a emergência dos movimentos populares na África, mas espera ver, no futuro, mais conexões entre a luta pela terra e pelo direitos das mulheres.

Presidenta do Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais na África, ela pesquisa gênero e questões agrárias em Gana, país em que a agropecuária responde por 36% do PIB e 51% da força de trabalho.

Mesmo com uma estrutura agrária baseada na pequena propriedade, o país também sofre com a pressão e a influência de empresas transnacionais no setor, como explica Tsikata em entrevista ao Brasil de Fato.

Confira a entrevista:

Brasil de Fato: Nos últimos dez anos a produção agrária cresceu em diversos países africanos, como Gana e Etiópia. Mesmo assim, a segurança alimentar permanece como tema crítico para o continente. Como você enxerga essa aparente contradição?

Dzodzi Tsikata:​​​​​ Eu acho que você está certa quando diz que a agricultura está crescendo, mas ela não tem abordado algumas das questões mais básicas da segurança alimentar. Em um país como a Gana, há doenças comuns relacionadas à escassez de alimentos e algumas pessoas, em certas épocas do ano, não têm acesso à alimentação. É um problema muito sério, particularmente, para crianças e para mulheres.

A África é um continente de agricultores, de pequenos produtores que não têm uma larga produção. Não que isso seja uma má estratégia, porque eu acho que a pequena agricultura é promissora e quase sempre subestimada. Gana, por exemplo, se transformou na líder mundial de produção de cacau baseado no pequeno produtor. Isso deveria nos mostrar que eles podem produzir para o mercado e podem, na verdade, ser bem-sucedidos.

Mas existe esse equívoco que diz que produzir não é necessário porque, se você produz commodities para exportação, você pode ganhar dinheiro o suficiente para comprar alimentos. Então, muitos agricultores não são encorajados a permanecer produzindo e não estão pesquisando sobre soberania alimentar, em como produzir, estocar, processar e melhorar a segurança alimentar. Foca-se na agricultura como commodities.

Então, há muitos temas complicados que temos que lidar para assegurar a soberania alimentar. O primeiro deles é garantir que, mesmo os pequenos proprietários produzam para o mercado e também temos que garantir que eles tenham acesso à terra para sua produção. Em segundo lugar, precisamos assegurar as questões sobre a posse de terra. Certos grupos de agricultores, especialmente mulheres, não têm condições de adquirir, de forma independente, terras para a agricultura.

Também temos que tocar em questões trabalhistas envolvendo a agricultura. Frequentemente, os trabalhadores recebem mal e veem a agricultura como uma atividade temporária que eles querem se livrar logo. Nós precisamos resolver isso. E também precisamos resolver problemas de crédito no campo. Muitos pequenos proprietários têm dívidas e a gente ouve muito falar em suicídios por causa dessas dívidas.

Mas, mais importante, temos que apoiar as mulheres na agricultura porque, muitas vezes, elas não só produzem os alimentos, mas estão envolvidas em todas as atividades produtivas que asseguram a sobrevivência de toda uma família.

Qual é a relação entre a luta pela terra e o feminismo?

Eu acho que a terra está conectada com muitas lutas. A razão é que que somos um país agrário: a terra é um recurso crucial. Mas, mais do que isso, a terra é identidade, a terra onde vivemos é parte do que somos. Quem tem terra é capaz de deter controle político.

Um sistema em que algumas pessoas não têm pleno acesso, nem controle ou não podem deter a terra, pode ter certeza, será um sistema desigual. Pela lei, todos podem ter acesso, mas há uma discriminação em como se tem acesso à terra. E essa discriminação afeta as mulheres, jovens e também imigrantes.

Em Gana, as mulheres produzem em suas comunidades até que se casam. E por causa dos parceiros, quando elas saem de suas comunidades, elas se tornam estranhas e o acesso à terra é mediado pelos seus maridos. Em segundo lugar, quando as mulheres envelhecem, se elas não têm filhos homens, elas podem perder o acesso à terra. Se elas se divorciam, elas perdem automaticamente a área.

O problema é que, sem o controle da terra, mulheres se tornam cidadãs de segunda classe. E, assim, elas também não são relevadas como agricultoras, porque é inconcebível pensar em um agricultor que não tenha acesso à terra.

E não temos muitas políticas que pensam nas mulheres como agricultoras. Então, elas são negligenciadas nesta questão e perpetua-se um ciclo de desvantagens. Isso é uma questão econômica, mas é também uma questão de cidadania e de direitos. Então, qualquer pessoa que seja feminista não pode falhar em ver essa conexão entre os direitos das mulheres e o direito à terra.

Existe um vácuo de políticas públicas voltadas para as mulheres em Gana?

Curiosamente, por um período longo, houve uma atenção às desigualdades da gênero. Muitos governos, ao longo dos anos, fizeram um esforço para abordar a agenda da desigualdade com algum sucesso. Na luta anti-colonial em Gana, as mulheres foram muito ativas.

Por isso, nos primeiros anos de independência, houve muitas políticas públicas sociais e econômicas para apoiar as mulheres. O governo apostou na educação universal, por exemplo, que assegurou que muitas meninas fossem para a escola.

Isso foi uma iniciativa importante porque abriu espaço para as mulheres participarem da vida pública. Por volta de 1960, nós tivemos muitas iniciativas afirmativas para assegurar que elas fossem representadas no Parlamento.

No entanto, algumas dessas políticas eram limitadas, porque elas se debatiam contra a desigualdade de gênero, mas os direitos das mulheres afetam tantas esferas que são conectadas que não se pode separar. Se você foca em um aspecto apenas e ignora o restante, você não concretiza o direito das mulheres da maneira que deveria.

Não há, por exemplo, um sistema que faça com que a terra seja registrada no nome das mulheres. Mas se a gente faz só isso, sem atenção devida à questão do crédito e tecnologia, as mulheres vão ter o direito à terra apenas nominalmente, mas não vão ter substancialmente. Então é muito importante ver que não é apenas um ato pontual, mas é uma séria questão interconectada.

Qual o papel das corporações transnacionais na agricultura em Gana?

É uma pergunta muito interessante para um país que é baseado na pequena propriedade. As corporações transnacionais atuam em diferentes níveis no setor da agricultura.

Em um primeiro patamar, elas se envolvem na produção comercial em grande escala. Existem plantações de grandes corporações transnacionais em cooperação com parceiros de Gana. Elas precisam ter alguns ganenses em parceria porque é muito difícil adquirir grandes áreas e latifúndios. A terra é dividida em pequenas propriedades produtivas. Para adquirir 100 hectares de terra você teria que expropriar 100 camponeses. Então, geralmente, as empresas se aliam com parceiros ganenses detentores de capital e acabam expropriando os mais pobres.

Uma segunda abordagem, que está crescendo e sendo encorajada, é o contract farming. Neste tipo de acordo, as corporações não precisam de uma grande área de terra. Eles incorporam os camponeses em uma cadeia global e eles passam a produzir para mercados externos em sua própria terra, de acordo com as instruções das empresas transnacionais. As corporações os abastecem de insumos, dão suporte técnico e os padrões que eles têm que seguir.

Outro modo de ação das empresas é criando insumos, como agroquímicos, pesticidas, sementes, todos controlados pelo capital transnacional.

E, obviamente, elas estão envolvidas também na venda das safras, como do cacau ou qualquer outra commodities de exportação. Eles vendem, ficam com a maior parte dos lucros e agricultores ficam com uma pequena parte do que é produzido.

Mas também há outra importante maneira como as transnacionais estão envolvidas no setor agrário, que é pela criação de políticas públicas. O que eles fazem é trabalhar com os governos, por exemplo, os EUA, que é muito influenciador nas criação de políticas para a agricultora. Eles pagam para a criação de políticas, eles apoiam escritórios no Ministério da Agricultura e, assim, eles conseguem criar leis através do apoio de corporações transnacionais.

Através destes três níveis — produção, distribuição de insumos para a agricultura e de criação de leis — todo o setor da agricultura acaba nas mãos das corporações transnacionais.

Em sua opinião, quais são as iniciativas mais interessantes de resistência na região?

Há muitas iniciativa interessantes em desenvolvimento. Há um movimento em países africanos para combater a apropriação de terras. Em muitos países, há uma retomada de terras que foram tomadas em grande escala. Estão sabotando suas atividades, recusando trabalhos e até mesmo, às vezes, destruindo safras. Isso está relacionado ao fato de que os governos não estão prestando atenção nos meios de subsistência dessas pessoas. Então eles têm que basicamente cuidar de si mesmos.

Por exemplo, recentemente em Gana, mineradores artesanais de sal tem lutado contra uma empresa que ganhou o direito de minerar o sal industrialmente em uma grande lagoa sem prestar a atenção nas pessoas que, por milhares de anos, ganhavam a vida com a mineração artesanal em uma pequena escala lá.

Essa é mais uma das iniciativas recentes interessantes. Por causa de todos esses anos de privação, os pequenos proprietários estão começando a ser organizar melhor em movimentos populares e estão sendo mais efetivos do que eram.

Também temos exemplos de movimento de sem-terra, particularmente na África do Sul, que também é um grupo muito vibrante, lidando com anos de expropriação e integrando também movimentos globais como o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] e a Via Campesina. É um um período animador em que os movimentos populares estão encontrando suas vozes na África e também estão se conectando com os os movimentos globais pelo direito à terra.

Grupos pelo direitos das mulheres também fazem coisas semelhantes. E o meu pesar é que não haja uma interconexão forte entre os grupos de mulheres e os movimentos do direito à terra. Eu gostaria de ver isso. Gostaria de ver sinergias mais fortes entre estes grupos porque eu acho que a luta deles é muito similar; eles parecem que são diferentes e às vezes os movimentos que lutam pela terra não consideram isso para enfrentar as questões envolvendo os direitos das mulheres.

Saiba mais: https://www.brasildefato.com.br/2017/10/13/luta-por-terra-e-essencialmente-feminista-diz-pesquisadora-de-gana/

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A Inconstitucionalidade de conceder isenção aos agrotóxicos

Em parecer datado no último dia 17 de outubro, na conclusão do processo, a procuradoria geral da república dá por conhecimento da ação e por procedência do pedido do PSOL, em uma ação direta de inconstitucionalidade 5.553 de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a substâncias re- lacionadas a agrotóxicos a declaração da inconstitucionalidade material das Cláusuas Primeira (em parte) e Terceira do Convênio ICMS 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, e do Decreto 7.660, de 23 de dezembro de 2011.

Entretanto, nota-se no documento da pgr “quanto a isenção total”. E aí temos uma atenção ainda a manter nossos olhares ativos quanto a possíveis desdobramentos.

Permanente vigília para a proteção dos seres humanos e do planeta Terra.

Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.553

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O glifosato será banido na Europa

Discussões de glifosato no Parlamento Europeu

A Coceral informou que o Parlamento Europeu aprovou hoje uma resolução (em anexo) que pede a eliminação progressiva do glifosato até 2022.

A proposta de resolução foi aprovada pela Comissão ENVI do Parlamento Europeu na quinta-feira, 19 de Outubro.
Os membros do Parlamento Europeu (deputados europeus) na sessão plenária aprovaram hoje a moção, mas alteraram a data de eliminação de 2020 a 2022
Os deputados também apoiaram restrições sobre usos não profissionais, usos pré-colheita e usos em parques públicos, playgrounds e jardins
A maioria dos deputados votaram a favor da resolução: 355 a favor, 204 contra, 111 abstenções
A resolução não é juridicamente vinculativa e visa principalmente aumentar a pressão sobre a Comissão Europeia e os Estados-Membros antes da reunião do Comitê Permanente agendada na quarta-feira, 25 de outubro.

Para informações: artigo de Reuteurs: “Agência de câncer da OMS – editada” descobertas não cancerígenas ”

IARC Além disso, note que um artigo foi publicado pela Reuters na quinta-feira, 19 de outubro, sobre como a Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC) descartou e editou as descobertas de um rascunho de sua revisão do glifosato que contradiz suas conclusões sobre a possível carcinogenicidade

Saiba mais: http : //www.reuters.com/investigates/special-report/who-iarc-glyphosate/

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Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil

Assista:

 

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SIMPÓSIO SOBRE PERDAS DE ABELHAS NO BRASIL – 2017

Diante do reconhecido declínio das abelhas em todo o mundo, diversos especialista do Brasil e de outros países irão se reunir em Teresina, PI, de 16-18/10 visando discutir as principais causas de perdas de enxames no território nacional, suas consequências, estratégias e direcionamentos de pesquisa para mitigar as perdas das colônias. Como subsídio a essas discussões, diversas palestras serão ministradas.

No painel “Principais causas de perda de colônias”, a Dra. Érica Weinstein Teixeira da APTA-SAA, SP, que vem contribuindo para formação de profissionais do Serviço Veterinário Oficial – SVO há mais de uma década, no que tange aos aspectos de Sanidade Apícola, abordará o tema “Pragas e doenças das abelhas no Brasil”, buscando elucidar as relações dessas perdas com as práticas agrícolas impróprias cada vez mais comuns na produção agrícola brasileira, em especial no que se refere ao uso de agrotóxicos.

Conforme explica Dra Érica, os polinizadores são essenciais para manutenção de sistemas agrícolas e naturais, os quais são interconectados, sendo, portanto, essenciais tanto para produção de alimentos, de fibras e de agroenergia, quanto para manutenção de biodiversidade natural. Atualmente, reconhece-se a importância desses pequenos seres (pássaros, morcegos e abelhas, além de outros insetos), até mesmo para manutenção de plantas das quais derivam muitos fármacos.

E que dentre os polinizadores, as abelhas representam o maior grupo, seja pela sua contribuição em termos de efetivo de “força de trabalho” (se referindo às espécies sociais, onde há divisão de trabalho, colônias populosas e manejáveis, com hábito de visitação generalista), seja pela especificidades das espécies de abelhas silvestres nativas sociais ou mesmo das solitárias.

Esse assunto é de extrema importância para a Produção Orgânica no Brasil, pois além de todas as contribuições das abelhas elucidadas, somos o maior exportador de mel orgânico do mundo.

O evento será transmitido pela página do You Tube da Embrapa.

Acesse www.embrapa.br e participe

 

Ana Maria de Andrade Mitidiero

CRMV-SC 2505

Representante do CRMV-SC na CPOrg/SC

 

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